a z a r

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Foi só eu pensar em postar de novo e a máquina pifou. Durante o tempo em que ela esteve no técnico cuidando da beleza, diversas idéias afloraram e apodreceram e depois viraram adubo. Nada de fertilização agora, entretanto; o final de semana bate à porta e o superego me censura a imaginação. Lembro-me da carta a Koerner, de Schiller, datada de 1 de dezembro de 1788 (alguém poderia perder as galochas nos charcos de minha memória):

“O motivo de suas queixas (pela falta de produtividade blogoliterária — aparentemente o distinto Koerner sofria de mal semelhante ao meu) reside ao meu juizo na coerção que sua razão exerce sobre as faculdades imaginativas (…) Não parece proveitoso para a obra criadora da alma que a razão lhe examine demasiado penetrantemente, e bem no momento em que chegam diante da porta as idéias que vão lhe acudindo. Isoladamente considerada, pode uma idéia ser muito insignificante ou aventurada, porém é possível que outra posterior a faça adquirir importância, unindo-se a outras, tão insulsas como ela, e forme um conjunto nada desprezível. A razão não poderá julgar nada disto se não retém as idéias até poder contemplá-las unidas às posteriormente surgidas. Nos cérebros criadores suspeito que a razão retirou sua vigilância das portas de entrada.”

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