e. e. c o m m i c s

* * *

O homem que foi devorado por uma livraria

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Ele entrou naquele beco sem fazer idéia. Quando percebeu, ela piscava pra ele. Não havia saída. Era tarde demais.

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Como sempre, as promessas de amor pareciam infinitas. Ele se deixou seduzir. Cores explodiam em suas íris. Pow. Wow. Wooow.

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Mesmo a experiência e até o cansaço desaparecem por completo quando carícias impõem novo ritmo a um coração descompassado. E ele dançou. Em breve não teria mais pernas.

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Não mais a solidão, nunca, o desespero. Ela o seduz. Ele dá outro passo labirinto adentro. Há um eco que poderia ser a voz mastigada de Jonas murmurada pelo estômago. Mas ele ouve apenas sua própria salivação.

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Ele atinge aquele ponto ideal de onde torna-se impossível retornar. Prateleiras de súbito se arreganham. Ela afinal mostra seu rosto terrível, mas ele não vê. Ih.

livraria_6

BLURP!

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12 comentários sobre “* * *

    • jocareinersterron disse:

      Não é, Anxie. A Lambiek é toda organizadinha e tal. Este caos aqui é uma livraria igualmente especializada em quadrinhos de Paris da qual não me lembro o nome. Fica em Saint Germain na Gît-le-Coeur, quase esquina com St-André-les-Arts (bem em frente ao Beat Hotel).

  1. Oi, Joca.

    Eis: na sua crítica ao livro “Fascinação pelo pior”, do Florian Zeller, você recomendava que se traduzisse outros autores franceses que você considera melhores. Quais os nomes deles? Quero ir atrás das obras mas não me recordo os nomes!

    até!

  2. Joca,
    não te entrevistei. perdón.
    acabei nem trabalhando naquela revista, as entrevistas que já tinha feito ficaram de curiosidade nos meus e-mails.
    mas ainda espero uma cerveja na mercearia são pedro.. tantas perguntas!
    eu aqui metida a reporter e mais ainda a escritora, poderia pedir umas dicas de como começar, mandar poemas pra onde, contos e cronicas pra onde… ahh enfim.
    me escreva se der.
    beijos
    Ellen Maria.

  3. jocareinersterron disse:

    GENTE, GENTE, GENTE

    Desculpem a falta de notícias. FELIZ ANO NOVO PRA TODOS! Não morri, Ivana, foi meu computador que morreu. E estou usando um becape cenozóico que não me permite postar aqui. Mas logo logo eu tou de volta. NÃO ME ABANDONEM.

    Por ora:

    Marcel, acho que citei Jean Echenoz e Pierre Michon. Mas depois que saiu essa resenha a que você se refere saiu aqui o genial “Um Romance Russo”, de Emmanuel Carrère. Bueno, depois disso teve até francês levando o Nobel de literatura, né?

    Abraços!

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