a s p a s

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(…) as séries de televisão me salvaram de meu superego literário. É meio que o grande relato contemporâneo: aqueles que as criam não têm nenhum problema em construir personagens e relações morais entre eles. O sentido da história está um pouco aí, não necessariamente na pergunta sobre o que fazer depois de Guyotat ou de Robbe-Grillet. Isto me permitiu escapar desse beco sem saída, e dizer a mim mesmo que não, não sou reacionário se tento construir personagens e, sobretudo, o que é muito importante pra mim, construí-los a partir de relações morais. Para mim, as séries de TV estão totalmente fundadas na empatia, o que revela uma moral. Há discussões sobre personagens de séries da TV, discussões morais, como se se tratassem de pessoas reais, como não há mais ao redor de romances.

[ Trecho de entrevista do escritor francês Tristan Garcia à Les Inrockuptibles, tradução JRT ]

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